No Rastro das Águas – Capítulos 58 e 59

(…) De volta ao Brasil, encontrou sua terra em preparativos para eleição que ocorreria em outubro de 1965. Aluízio Alves consolidara sua força política e consegue eleger seu sucessor, o Monsenhor Walfredo Gurgel, derrotando aquele que se tornou seu inimigo político, o ex-Governador Dinarte Mariz. O gosto pela política vai perdendo o viço em José Bezerra. O veneno da mosca azul já não fazia efeito. Perto de terminar a suplência de Senador, faz uma análise do pouco tempo de vida pública e chega a uma conclusão: o mundo da política era bem mais complexo do que o imaginado; as negociatas […]

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No Rastro das Águas – Capítulos 56 e 57

(…) Em Brasília, a nova Capital Federal, inaugurada no ano anterior por Juscelino, o Presidente Jânio da Silva Quadros recebeu a faixa presidencial na mesma data. Numa vitória avassaladora, a UDN, finalmente, saíra vencedora nas urnas. Como a legislação eleitoral permitia, o Vice-Presidente eleito foi o petebista, João Goulart, ex-Ministro do governo Vargas, que disputou o cargo em outra coligação. Capítulo 56 A chegada da UDN ao poder nacional é logo frustrada com a atitude de Jânio Quadros em 25 de agosto de 1961. José Bezerra, assim como o resto do país, recebe estarrecido a notícia de sua renúncia, sete […]

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No Rastro das Águas – Capítulos 54 e 55

(…) Nesse meio tempo, um acontecimento histórico no futebol brasileiro veio amenizar o sofrimento causado pela seca. A Seleção Brasileira deslumbrou os torcedores que lotaram os estádios suecos, durante a realização da Copa do Mundo. Nos pés de Vavá, Didi, Garrincha, Newton Santos, Zagalo, Belini, e no jovem prodígio, Pelé, a bola traçava o caminho certo para o gol. Do lado brasileiro, Gilmar esbarrava a pretensão dos adversários. Jogando com muita arte, o futebol brasileiro alcançou um lugar definitivo na galeria dos campeões, derrotando, na final, por cinco gols a dois, a seleção anfitriã. A Suécia rendeu-se à superioridade adversária […]

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No Rastro das Águas – Capítulos 52 e 53

(…) O Rio Grande do Norte mantinha-se como estado agrícola, distante da industrialização que se processava no centro-sul. Nas terras potiguares, a indústria era representada, apenas, pelas usinas algodoeiras e por umas poucas usinas de açúcar que, paulatinamente, ocupavam o lugar dos antigos engenhos. Enquanto isso, no centro-sul, o governo de Juscelino Kubitschek, cumprindo sua meta de campanha, dava incentivos pesado para o desenvolvimento do setor industrial, acentuando a diferença entre o Norte e o Sul do Brasil. Capítulo 52 Em meio a tantos problemas, José Bezerra, sempre que podia, ia espairecer no seu amado Seridó. Aproveitando o gado gordo […]

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No Rastro das Águas – Capítulos 50 e 51

(…) O tempo passou rapidamente e em 11 de agosto o navio Bretagne aportou na Baía de Guanabara. Felizes por chegarem ao Brasil, depois de tanto tempo fora de casa, Yvete e José ansiavam por chegar logo a Natal; antes, porém, passariam alguns dias na Capital Federal. Logo no desembaraço alfandegário, puseram-se a par das notícias. A situação era delicada e não sabiam ao certo se era conveniente permanecerem no Rio de Janeiro. Capítulo 50 Não era só a Argentina que passava por um momento crítico. Enquanto os participantes da excursão do Automóvel Clube do Brasil descobriam as maravilhas do […]

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No Rastro das Águas – Capítulos 48 e 49

(…) Ele debatia-se entre a saudade e o entusiasmo, com a transferência. Sabia que encontraria novas oportunidades na Capital, mas temia pelo destino daqueles que continuava a residir, em sua maioria, na zona rural. Com as diferenças entre o campo e a cidade acentuando-se, com o dono das terras partindo para longe das fazendas e com as constantes secas que assolavam a região, sem assistência adequada, mudanças não tardariam a acontecer. Capítulo 48 A descoberta de um abrigo antiaéreo, resquício do tempo da Segunda Guerra, empolgou os desbravadores da nova residência, à rua Jundiaí, nº 648, não muito longe da […]

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No Rastro das Águas – Capítulos 46 e 47

(…) No Rio Grande do Norte, as eleições para Deputados Estaduais Constituintes, Governador do Estado e o terceiro Senador da República só ocorreram em janeiro de 1947. O candidato pelo PSD, José Augusto Varela foi eleito governador e João Câmara, também pelo PSD, Senador da República. Depois de quase vinte anos, o povo norte-rio-grandense pôde escolher, novamente, seu governante. Capítulo 46 Ao pôr-do-sol, assim que terminou o trabalho no curral, Antônio Cândido foi banhar-se apressadamente, não sem antes pedir a Ana o seu jantar. Bom proseador, não queria demorar. Soubera das últimas e aproveitaria a estada de José Bezerra para […]

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No Rastro das Águas – Capítulos 44 e 45

(…) E assim ele ia levando a vida. Em meio à seriedade costumeira, principalmente quando tratava de negócios, sempre achava um tempinho para as brincadeiras com os amigos. Divertia-se bastante nesses casos e não desperdiçava uma boa oportunidade para armar das suas. Essas brincadeiras serviam até para desanuviar o clima tenso dos últimos dias da guerra, que continuava, infelizmente, a fazer vítimas. Capítulo 44 Agora era pra valer. O Presidente Getúlio Vargas já adiara o possível. Em julho de 1944, embarcou o primeiro escalão da FEB, com destino a Itália. A fase de intensos preparativos ficara para trás; a partir […]

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