Inhotim, um jardim botânico com arte

Senhor Joaquim Rodrigues Ribeiro…Senhor Joaquim…Nhô Quim.

Sir Timothy…Senhor Tim…Nhô Tim,

Inhotim.

Algumas suposições para origem da palavra correm a boca pequena dos contadores de histórias, mas Inhotim é conhecido por todos na região de Brumadinho, município distante apenas 60 km de Belo Horizonte/MG.

É lá que está abrigado um dos maiores museus a céu aberto do mundo. Idealizado e criado pelo empresário mineiro Bernardo de Mello Paz, ao acatar a sugestão do artista plástico Tunga, ele transformou sua propriedade num lugar singular, com um dos mais relevantes acervos de arte contemporânea e uma coleção botânica que reúne espécies raras e de todos os continentes.

O Instituto Inhotim abriga um complexo museológico em uma série de pavilhões e galerias com obras de arte e esculturas expostas ao ar livre. Além do acervo de arte contemporânea, o jardim botânico conta com cerca de 5.000 acessos, representando 181 famílias botânicas, 953 gêneros e pouco mais de 4.200 espécies de plantas vasculares.

O lugar encanta e faz o visitante percorrer o parque com prazer e deslumbramento. Os bancos de Hugo França estão espalhados ao longo do trajeto, abraçando a pausa para o descanso, que pode ser sob a sombra do imenso Tamboril, permitindo apreciar as gigantescas patas-de-elefante.

Banco de Hugo França

O paisagismo é impressionante. Obra de diversos profissionais, destacando-se Pedro Nehring, que colabora desde a fundação do Instituto e é o principal paisagista responsável por enriquecer e atualizar seus jardins; e Luiz Carlos Orsini, responsável pelo projeto paisagístico de 25 hectares entre 2000 e 2004.

Os caminhos que levam o visitante às diversas galerias surpreendem em várias direções. O jardim de agaves polvo parece mergulhar o olhar no mundo subaquático, mas os diversos exemplares dessa espécie estão bem fincados em terra firme.

Agave polvo
Palmeiras azuis

As palmeiras azuis emolduram a visão de quem está no Restaurante Oiticica, enquanto as bromélias-imperiais ladeiam a passagem para as galerias. É difícil para o visitante decidir se prefere inalar o ar puro do jardim botânico ou contemplar a arte contemporânea exposta nas vinte e três galerias e obras espalhadas ao longo de todo o complexo.

Artistas brasileiros e estrangeiros como Adriana Varejão, Cildo Meireles, Tunga, Cláudia Andujar, Vik Muniz, Hélio Oiticica, Ernesto Neto, Matthew Barney, Doug Aitken, Chris Burden, Yayoi Kusama, Paul McCarthy, Zhang Huan, Valeska Soares, Marcellvs e Rivane Neuenschwander estão presentes ou passaram com exposições temporárias pelo Inhotim.

Galeria Adriana Varejão

Para conhecer inteiramente os 140 hectares, um dia é insuficiente. Programe sua visita com antecedência, entre no site e verifique as exposições permanentes e temporárias. Deixe bastante tempo para perder-se nesse imenso jardim botânico. Seu olhar vai agradecer e a alma sairá repleta de verde!

Se não quiser fazer todo o trajeto a pé, aluguel um carrinho elétrico. Pare, descanse e desfrute das diversas opções de gastronomia do lugar. Ao final do passeio, visite a Lojinha de Design e leve um pedaço dessa maravilha para casa.

O Inhotim reabriu nesse último fim de semana, após alguns meses fechado em razão da pandemia. Antes de visita-lo, verifique as regras de visitação e bom passeio. Vale a dica para os amantes da botânica e da arte contemporânea – é paixão à primeira vista!


Todo o Sentimento – Orquestra de Câmara Inhotim

Inhotim:

Horários de funcionamento: Sexta-feira das 9h30 às 16h30. Sábados, Domingos e feriados das 9h30 às 17h30.

Ingresso: R$ 44,00 (inteira) e R$22 (meia)

A última sexta-feira de cada mês (exceto feriado): entrada gratuita
A partir de agora, é necessária a retirada antecipada de ingressos na Sympla, a tiqueteira oficial. 


Acesse também: Yinka Shonibare CBE, Memórias Roubadas, O Ateliê de Aécio e Visitando a Oficina Brennand.

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