Turismo em posts

Florença

Florença Há poucos dias li na coluna de Zeca Camargo o artigo Veni, Vidi, Troli, publicado na Folha de São Paulo, no qual o jornalista viajante relatava sua tristeza ao constatar que as ricas experiências de viagens são reduzidas a piadas em redes sociais. No caso, o menosprezo com a monumental estátua de David de Michelangelo em Florença, símbolo da Renascença. Chego à aula de francês e o tema é turismo. A professora indaga se os alunos costumam pesquisar sobre os destinos escolhidos para as próximas viagens de acordo com o interesse individual. Na classe, a resposta é positiva. Ela […]

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Frida Kahlo

Cartaz da exposição Frida Kahlo

“Me pinto a mí misma, porque soy a quien mejor conozco”. Com a frase na cabeça, aguardava paciente na fila do Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, final de outubro de 2015, para ver a exposição Frida Kahlo: conexões entre mulheres surrealistas no México. Tinha acabado de ler sua biografia e aproveitei a oportunidade para apreciar a sua arte. Tenho especial admiração por mulheres fortes e Magdalena Carmen Frieda Kahlo Calderón insere-se nessa classificação. Nascida em 1907, em Coyoacán, antigo distrito residencial na periferia sudoeste da Cidade do México, a pintora faleceu jovem, aos 47 anos de idade, mas deixou […]

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Não nasci passarinho

Foto do pôr-do-sol

Não nasci passarinho, mas muito cedo aprendi a voar. Primeiro nos livros, onde a imaginação pode levar o leitor mundo afora. Depois na música, a depender do estado de espírito, voa-se alto no imaginário. Em seguida, ainda criança, descobri o encanto de estar acima das nuvens para chegar a lugares distantes. Escutar aquele coraçãozinho batendo apressado no ultrassom, o choro estridente do nascimento e o balbuciar das primeiras sílabas são emoções gravadas para sempre na memória dos pais. A junção das sílabas e a leitura das primeiras palavras também provocam fortes sensações. Daí em diante, com o estímulo adequado, a […]

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Rituais cotidianos

Houve um tempo em que o despertar surgia com as primeiras luzes do amanhecer. E o corpo inerte já levantava-se disposto para o trabalho braçal. Corpo descansado da noite anterior, relaxado nem bem o entardecer anunciava a escuridão. O progresso chegou e a noite estabelecida abdicou de adormecer o ser humano. A luz postergou o recolhimento noturno, retardou o descanso reparador. Surgiram os aparelhos eletrônicos e a demora em adormecer prolongou-se ainda mais um pouco. Às vezes, por quase toda a madrugada. Hoje então, o corpo demora a reagir aos primeiros acordes do despertador. Quando se dá conta, levanta-se no […]

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Banho de mar

Chuva no mar

De repente, fez-se tarde de um domingo branco, preguiçoso. Cansado de rebater o sopro constante vindo da terra, o mar serenou. Os barcos ancorados naquele porto-mirim denunciavam a posição invertida do vento. Não era brisa marinha, era o nordeste anunciando o inverno em terras sedentas. A paisagem era convidativa. Impossível resistir àquela piscina infinita. O sol encoberto não refletia o azul marinho, mas a água translúcida permitia ver todo o corpo mergulhado no grande espelho natural. O tempo parara. O mar silenciara. Nem preamar, nem baixa-mar, ponto de equilíbrio. As criaturas marinhas, adormecidas, deixaram que os banhistas usassem e abusassem […]

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Lusco-fusco relaxante

Quem é dona(o) de casa de praia no Nordeste, em época de veraneio, sabe o stress de abastecer a despensa com todos os mantimentos, variadas opções de tira-gosto, bebidas e tudo o mais para visitas previstas e imprevistas e farras improvisadas. É um tal de comprar, beber, comer e reabastecer sem fim. Pois bem, depois de um dia estafante para elaborar cardápio, checar o que tem e o que não tem disponível e comprar o necessário, a pessoa está esgotada. Resultado do movimento de tirar produto de prateleira de supermercado, colocar no carrinho, tirar do carrinho e colocar na esteira […]

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Viagem no tempo

Comecei cedo a adquirir o gosto por viajar. Mal me lembro, fazia com frequência o caminho entre a cidade e a fazenda dos meus avós. Ainda pequenina, a estrada de barro e os solavancos do carro provocavam-me sérios enjoos. Continuei com problemas no labirinto até a fase adulta, mas agora só evito passeios marítimos em águas agitadas. Aos onze anos, papai me presentou com uma excursão ao exterior, quando não havia esse fluxo crescente de viajantes mundo à fora e a viagem de avião era um acontecimento. Os aeroportos recebiam uma comitiva familiar do viajante para embarca-lo ou recebe-lo, todos […]

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