No Rastro das Águas – Capítulos 54 e 55

(…) Nesse meio tempo, um acontecimento histórico no futebol brasileiro veio amenizar o sofrimento causado pela seca. A Seleção Brasileira deslumbrou os torcedores que lotaram os estádios suecos, durante a realização da Copa do Mundo. Nos pés de Vavá, Didi, Garrincha, Newton Santos, Zagalo, Belini, e no jovem prodígio, Pelé, a bola traçava o caminho certo para o gol. Do lado brasileiro, Gilmar esbarrava a pretensão dos adversários. Jogando com muita arte, o futebol brasileiro alcançou um lugar definitivo na galeria dos campeões, derrotando, na final, por cinco gols a dois, a seleção anfitriã. A Suécia rendeu-se à superioridade adversária […]

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Um domingo diferente

Acordamos cedo e saímos de Serra de São Bento com destino a Lajes Pintadas, para assistir à prova D3S Bike Race, organizada por RN100 Sports. Carro acelerado, porque o motorista é ciclista e, mesmo sem participar da prova, recuperando-se de um calcanhar fraturado na iniciação ao stand up, não quer perder a passagem dos atletas na Ladeira da Piaba, em Serra Verde, trecho mais difícil do percurso. O verde novo alegrando o olhar, pincelado de branco pelo nelore comendo solto a fartura do pasto que chegou com as chuvas constantes dos primeiros meses de 2020. Se fosse assim todo ano… […]

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No Rastro das Águas – Capítulos 52 e 53

(…) O Rio Grande do Norte mantinha-se como estado agrícola, distante da industrialização que se processava no centro-sul. Nas terras potiguares, a indústria era representada, apenas, pelas usinas algodoeiras e por umas poucas usinas de açúcar que, paulatinamente, ocupavam o lugar dos antigos engenhos. Enquanto isso, no centro-sul, o governo de Juscelino Kubitschek, cumprindo sua meta de campanha, dava incentivos pesado para o desenvolvimento do setor industrial, acentuando a diferença entre o Norte e o Sul do Brasil. Capítulo 52 Em meio a tantos problemas, José Bezerra, sempre que podia, ia espairecer no seu amado Seridó. Aproveitando o gado gordo […]

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Sob as sombras das árvores

A chuva veio e encobriu o rio, fez a telha resmungar os dias de sol pleno e calor intenso. Caiu forte, desabou ligeiro e rareou, também, de repente. Deixou no ar um cheiro de terra molhada, de asfalto exalando o mormaço sufocante dos últimos dias. O entardecer chegou mais cedo, tingindo de cinza a cidade marinha. Carnaval partiu e o ano começou no Brasil! Em terras banhadas pelo mar, o vento resolveu descansar. Árvores em quietude, sem farfalhar, nem balanço sensual, enquanto as copas inertes assimilam as gotas da chuva. Estrondo de trovão e elas ali, mesclando de verde a […]

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Um ano de blog

Foto de Cecília Bezerra Cirne Há um ano decidi criar este blog, onde publico crônicas do cotidiano, impressões sobre arte, relatos de viagens, uma pitada de gastronomia, um quê de esporte, bato um papo com entrevistados, despejo o olhar sobre a arquitetura, enfim, tento trazer mais leveza aos leitores, ilustrando os posts com fotografias, músicas e, algumas vezes, poesia. A cada dia, convenço-me que fiz a opção certa. Tenho um canal onde faço chegar aos quatro cantos do mundo os meus escritos. É gratificante ver pipocar no mapa mundi os locais onde o blog está sendo acessado. Pessoas em lugares […]

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Prêmio Pritzker de Arquitetura

Universita Luigi Bocconi – Foto capturada em www.pritzkerprize.com, cortesia de Federico Brunetti. Marcus Vitruvius Pollio, arquiteto romano que viveu no século I a.C., deixou para as gerações seguintes a obra De Architectura, na qual constam os princípios conceituais da arquitetura clássica: “utilitas” (utilidade), “venustas” (beleza) e “firmitas” (solidez). Esses mesmos princípios constam no verso do medalhão de bronze, gravados na língua inglesa, entregue aos laureados com o Prêmio Pritzker, uma espécie de Prêmio Nobel da Arquitetura, que escolhe, dentre os arquitetos vivos, aqueles cujo trabalho demonstra uma combinação de talento, visão e comprometimento, com contribuições consistentes e significativas para a […]

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No Rastro das Águas – Capítulos 50 e 51

(…) O tempo passou rapidamente e em 11 de agosto o navio Bretagne aportou na Baía de Guanabara. Felizes por chegarem ao Brasil, depois de tanto tempo fora de casa, Yvete e José ansiavam por chegar logo a Natal; antes, porém, passariam alguns dias na Capital Federal. Logo no desembaraço alfandegário, puseram-se a par das notícias. A situação era delicada e não sabiam ao certo se era conveniente permanecerem no Rio de Janeiro. Capítulo 50 Não era só a Argentina que passava por um momento crítico. Enquanto os participantes da excursão do Automóvel Clube do Brasil descobriam as maravilhas do […]

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No Rastro das Águas – Capítulos 48 e 49

(…) Ele debatia-se entre a saudade e o entusiasmo, com a transferência. Sabia que encontraria novas oportunidades na Capital, mas temia pelo destino daqueles que continuava a residir, em sua maioria, na zona rural. Com as diferenças entre o campo e a cidade acentuando-se, com o dono das terras partindo para longe das fazendas e com as constantes secas que assolavam a região, sem assistência adequada, mudanças não tardariam a acontecer. Capítulo 48 A descoberta de um abrigo antiaéreo, resquício do tempo da Segunda Guerra, empolgou os desbravadores da nova residência, à rua Jundiaí, nº 648, não muito longe da […]

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