Peru fascinante

Decidi comemorar meus cinquenta anos, há cinco anos atrás, fazendo o que mais gosto: viajando. Eu, meus filhos Luiz Henrique e Cecília, minha nora Eduarda, meu genro Marcelo e minha tia Dulcinha. O Peru estava nos meus planos desde muito tempo. Escolhi o final de abril, começo de maio, para visitar Lima, Cusco e Machu Picchu, uma pequena mostra daquele país fascinante.

Lima pouco chove e durante todo o ano mantém uma temperatura estável em torno de 24ºC. A cidade é conhecida mundialmente por sua gastronomia, que mistura ingredientes da cultura milenar dos Incas, a influência do Pacífico e um pouco da Amazônia. O resultado deixa todos de água na boca e as opções são muitas, inclusive com restaurantes de alta gastronomia, destacando-se o Astrid & Gastón e o Central. Os dias na cidade foram de intensas descobertas, mas a principal foi o acolhimento do povo peruano.

Lima – Parque do Amor

De Lima seguimos de avião para Cusco – conselho de um amigo para o corpo acostumar-se com a altitude dos Andes (3.399m) e visitar Machu Picchu (2.430m) com mais tranquilidade. Prepare-se, porque qualquer um pode ser atingido pelo soroche (mal da altitude), que provoca dores de cabeça, náuseas, mal-estar e o coração bate mais forte na busca do oxigênio. Aconselham mascar a folha de coca, beber o chá de coca, tomar muita água ou fazer uso de medicamento adquirido em farmácia à base de ácido acetilsalicílico. Outra precaução é reservar um hotel que disponha de oxigênio para os hóspedes.

No nosso grupo, apenas tia Dulcinha precisou do oxigênio, santo remédio para deixá-la disposta para desvendar os encantos de Cusco, capital do maior império da América pré-colombiana, lugar que preserva a história e a cultura dos Incas com bastante fervor. Basta assistir ao desfile dominical na praça central da cidade, para testemunhar o amor desse povo às suas origens.

Cusco – Praça Central
Cusco – Desfile dominical

Percorre-se as ruas de Cusco e respira-se os costumes de uma civilização que se mantém no rosto, nos costumes, nas roupas, na alimentação, no colorido e na língua quéchua, ainda falada por muitos. Os arredores da cidade apresentam passeios imperdíveis, com vistas magníficas dos vales andinos e visitas às ruínas das construções incas, que, de tão sólidas, ainda resistem à passagem do tempo, como pode ser constatado em Ollantaytambo.

Ollantaytambo
Terraços para agricultura

Os terraços para agricultura demonstram o grau de desenvolvimento dos Incas, que cultivaram mais de 3.000 variedades de batata e algumas dezenas de milho. Herança deixada por um povo que também foi bastante desenvolvido na utilização de pedras nas construções dedicadas aos seus deuses.

De Cusco, tomamos o trem para um percurso de noventa quilômetros em três horas. Velocidade lenta para apreciar a paisagem, margeando o rio Urubamba até chegar a Aguas Calientes, povoado aos pés da montanha de Machu Picchu, onde se localiza a maioria dos hotéis para quem pretende visitar o parque e pernoitar no lugar. Alguns preferem fazer o bate-volta de trem a partir de Cusco.

Nós preferimos dormir junto à entrada do parque nacional de Machu Picchu, no único hotel no alto da montanha, a fim de aproveitar as primeiras horas do dia para fotografia.

O micro-ônibus virava subitamente nas diversas curvas da estrada. À medida que subíamos, nos entreolhávamos assustados, serpenteando em direção ao hotel. Alheio ao espanto dos passageiros, o motorista dirigia com naturalidade; acostumado a fazer o percurso diário das 5:30h até às 15:30h, saudava o transporte que vinha em sentido contrário.

Chegamos ao nosso destino bem aliviados e logo nos deslumbramos com a beleza do lugar. O hotel Belmond Sanctuary Lodge fica encravado na montanha, uma construção totalmente integrada à natureza exuberante do lugar, bem ao lado da entrada do ápice de nossa viagem, o Santuário Histórico de Machu Picchu.

A visita a Machu Picchu e escalada a Wainapicchu valem uma crônica isolada, que virá na continuação. Fica registrada a admiração por um povo de olhos puxados e sorriso permanente estampado no rosto, face harmonizada de acolhimento, como o abraço ao final do vídeo que ilustra este post.

Crianças peruanas
Tecelãs peruanas

Peru 8K HDR 60FPS (FUHD) – Jacob + Katie Schwarz

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