A arte se entrelaçando e fazendo brotar uma nova realidade

Imagem capturada no site www.fallingwater.org

Porque hoje é sábado e o mundo tenta voltar ao normal (com as precauções devidas, é claro), vamos percorrer exposições e experiências que estão acontecendo.

No mundo da arte, os museus sofreram bastante com as portas fechadas, mas estão programando a continuidade de exposições interrompidas, ou novos lançamentos para dar a volta por cima.

No post “A loucura dos anos 20 irá se repetir?” resgatei a época de ebulição criativa dos artistas que viveram em Paris há 100 atrás. Coco Chanel revolucionou a moda, mudou o comportamento feminino e criou o perfume que permanece símbolo de elegância até hoje.

Coco Chanel

O mais corajoso dos atos ainda é pensar com a própria cabeça.

Em 2021, a Maison Chanel celebra os 100 anos do Perfume nº 05; em Paris, Le Palais Galliera prolonga a exposição “Gabrielle Chanel, manifesto da moda”. Veja porque essa mulher merece todas as homenagens nos dois vídeos abaixo:

Mademoiselle – Inside CHANEL (VF)
Gabrielle Chanel – Inside CHANEL (VF)

Esta semana, em Les Baux-de-Provence (França), Les Carrières des Lumières reabriram as imensas paredes da pedreira desativada para exibir projeções das obras de Cezanne e Kandinsky, dois artistas a descobrir numa imersão visual em suas obras.

Cezanne, le maitre de la Provence – Les Carrières des Lumières
Vassily Kandinsky, l’odyssée de l’abstrait – Carrières des Lumières

A pandemia fez o ser humano se voltar para natureza. Esta preocupação já estava presente na obra do arquiteto americano Frank Lloyd Wright, em 1935, data da concepção do projeto da Casa da Cascata.

Faça um passeio virtual até à Pensilvânia, nos Estados Unidos e visite Fallingwater House (Casa da Cascata) – um marco da arquitetura modernista, projetada para atender ao pedido de Edgar Kaufmann Sénior, fundador da loja de departamentos Kaufmann’s. Uma verdadeira casa na árvore, a perfeita integração entre homem e natureza, considerada patrimônio da humanidade foi transformada em museu e está aberto à visitação, administrado pelo Fallingwater Institute.

Fallingwater House | Frank Lloyd Wright | Eterna Magazine

Frank Lloyd Wright

Estude a natureza, ame a natureza, chegue perto da natureza. Ela nunca falha.

Se nos Estados Unidos, Frank Lloyd Wright se destacava, no Brasil, Lina Bo Bardi projetava o MASP e a Casa de Vidro.

Casa de Vidro – projeto e residência de Lina Bo Bardi

Hoje é a abertura da 17ª Mostra Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza. A arquiteta, designer, cenógrafa, artista e crítica italiana naturalizada brasileira, Lina Bo Bardi, é a ganhadora do Leão de Ouro Especial pelo conjunto de sua obra in memoriam.

Ao recomendar este prêmio, Hashim Sarkis assim justificou: “Se há uma arquiteta que melhor encarna o tema da Bienal de Arquitetura 2021 é Lina Bo Bardi. Sua carreira como designer, editora, curadora e ativista nos lembra o papel do arquiteto como construtor de visões coletivas. Lina Bo Bardi também exemplifica a perseverança da arquiteta em tempos difíceis, sejam guerras, conflitos políticos ou imigração, e sua capacidade de permanecer criativa, generosa e otimista o tempo todo. Acima de tudo, são os seus edifícios poderosos que se destacam pelo design e pela forma como unem arquitetura, natureza, vida e comunidade. Em suas mãos, a arquitetura se torna verdadeiramente uma arte social que convoca à vida em comum”.

Lina Bo Bardi

Pode-se achar até feio e digo: não é bonito o Museu de Arte de São Paulo, nunca foi bonito. Não procurei a beleza, procurei a liberdade. os intelectuais não gostaram, o povo gostou. Gostou muito. Sabem quem fez isso? Foi uma mulher.

No meio de uma pandemia, David Hockney RA (83 anos), um dos mais importantes artistas britânicos do século XX, capturou o desenrolar da primavera em seu iPad, criando 116 trabalhos novos e otimistas em louvor ao mundo natural. Amanhã é a abertura da exposição “David Hockney: The Arrival of Spring, Normandy, 2020“.

David Hockney, Abril de 2020

As obras foram “pintadas” no iPad e, em seguida, impressas em papel, com Hockney supervisionando todos os aspectos da produção. Realizada na primavera de 2020, durante um período de intensa atividade em sua casa na Normandia, esta exposição traça o desenrolar da primavera, do início ao fim, e é uma alegre celebração das estações.

Na volta do mundo ao “normal”, a arte se entrelaçando e fazendo brotar uma nova realidade.


Acesse também: A loucura dos anos 20 irá se repetir?, Carrières des Lumières, Noite estrelada, Uma imersão na arte de Saint-Paul de Vence.

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4 comments

  1. Você tem feito pesquisas muito ricas e bem feitas. Realmente, é preciso não deixarmos de ter oxigênio para a alma!
    Não comentar não significa ignorar, mas ser subjugada pela preguiça. ☺️

    1. Leia no seu tempo e fique à vontade para comentar ou não. Fico feliz que esteja gostando do conteúdo. Compartilhe quando quiser. Abraços

    1. Oi Denise, fico pesquisando conteúdos que levantem nossa autoestima. Frank é um ícone da arquitetura, a Casa da Cascata então! Fiquei impressionada tbm com David Hockney produzindo no iPad aos 83 anos, como gosto das suas cores! Muito obrigada ☺️

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